Oração e Promessa do Médico Católico

ORAÇÃO DO MÉDICO CATÓLICO
(JUBILEU DOS MÉDICOS, ROMA 2000)


Senhor Jesus,

Médico Divino, que na tua vida terrena tiveste especial atenção pelos que sofrem e confiaste aos teus discípulos o ministério da cura, faz-nos sempre prontos a aliviar as dores dos nossos irmãos. Faz que cada um de nós tenha consciência da grande missão que nos foi confiada e se esforce sempre por ser, no seu serviço diário, um instrumento do teu amor misericordioso. Ilumina as nossas mentes, guia as nossas mãos e dá-nos corações atentos e compassivos. Faz que em cada doente saibamos descobrir as feições do teu Divino Rosto.

Tu que és a Vida, concede-nos o dom de te saber imitar cada dia, não somente como médicos do corpo, mas como médicos da pessoa inteira, ajudando a quem está doente a percorrer com fé o seu caminho terreno até ao momento do seu encontro Contigo.

Tu que és a Verdade, dá-nos sabedoria e ciência para penetrar no mistério do homem e do seu destino transcendente, enquanto nos aproximamos dele para descobrir as causas dos seus males e encontrar os remédios adequados.

Tu que és a Vida, concede-nos o dom de anunciar e testemunhar na nossa profissão o “Evangelho da Vida”, comprometendo-nos a defendê-la sempre, desde a concepção ao seu fim natural, e a respeitar a dignidade de cada um dos seres humanos, especialmente aqueles mais débeis e necessitados.

Transforma-nos, Senhor, em bons samaritanos, prontos a acolher, a cuidar e consolar todos os que encontramos na nossa profissão. Tendo como exemplo os santos médicos que nos precederam, ajuda-nos a contribuir generosamente com o nosso trabalho para a constante renovação e melhoramento das estruturas sanitárias.

Abençoa o nosso estudo e a nossa profissão, ilumina a nossa investigação e os nossos ensinamentos. E por te termos amado e servido constantemente a Ti na pessoa dos nossos irmãos que sofrem, no fim do nosso peregrinar na terra, concede-nos poder contemplar o teu rosto glorioso e experimentar a satisfação do encontro Contigo no teu Reino de alegria e paz infinitas.

Amém.

Vaticano, 29 de Junho de 2000, João Paulo II


ASSOCIAÇÃO DOS MÉDICOS CATÓLICOS – RJ
JURAMENTO DOS SÓCIOS 2002
PROMESSA DO MÉDICO CATÓLICO

(Aprovada pela Comissão Executiva da FIAMC e pelo Pontifício Conselho da Pastoral da Saúde)
1ra. Parte: 8 compromisso compatíveis com não católicos.
2da. Parte: 5 compromissos para os médicos católicos.

Eu,______________________________, médico, solenemente PROMETO:
  1. Melhorar continuamente minha competência profissional para cuidar dos meus pacientes o melhor possível;
  2. Respeitar meus pacientes como pessoas humanas sem interesses políticos ou econômicos, tratando-os de forma igual seja quais forem suas diferenças religiosas, raciais, étnicas, sócias econômicas ou sexuais;
  3. Defender e proteger a vida humana desde a concepção até a morte natural, crendo que a vida humana dada pelos pais, é criada por Deus e tem um destino eterno que pertence a Ele.
  4. Recusar ser um instrumento de uso violento ou opressivo da medicina;
  5. Servir a saúde publica, promovendo politicas de saúde que são respeitosas a vida e a dignidade e natureza da pessoa humana;
  6. Cooperar com a aplicação das leis, exceto em casos de objeção da consciência, quando não respeitam os direitos humanos, especialmente ao direito a vida;
  7. Trabalhar com abertura de espirito com todas as pessoas independentes de suas crenças religiosas;
  8. Doar parte do meu tempo pra trabalhar e cuidar com caridade dos pobres;
Com a finalidade de conseguir esses objetivos, Eu, como medico católico, também PROMETO:
  1. Reconhecer a palavra de Deus como a inspiração de todas as minhas ações, ser fiel aos ensinamentos da Igreja e formar minha consciência profissional de acordo com elas.
  2. Cultivar uma relação filial com Deus, nutrida pela oração e ser fiel testemunho de Cristo.
  3. Praticar os princípios morais católicos, em particular aqueles relacionados com a ética biomédica.
    1. Afirmar a identidade masculina e feminina (CIC:2333).
    2. Defender a união matrimonial, a fertilização e a gravidez natural( CIC 2360, 2376, 2378).
    3. Promover o conhecimento da ovulação nos jovens e a integração natural da família dentro do matrimonio (CIC:2368).
  4. Expressar a bondade de cristo em minha vida e em minhas relações com meus pacientes, meus colegas e na sociedade.
  5. Participar da evangelização do mundo que sofre, em cooperação com ministros pastorais da Igreja.
A Igreja insiste: nem tudo que é tecnicamente possível é moralmente admissível”.
(S.S João Paulo II)

  • CIC:2333
Cabe a cada um, homem e mulher, reconhecer e aceitar sua identidade sexual. A diferença e a complementariedade física, morais e espirituais estão orientadas para os bens do casamento e para o desabrochar da vida familiar. A harmonia do casal e da sociedade depende, em parte, da maneira como se vive entre os sexos a complementariedade, a necessidade e o apoio mútuos.

  • CIC: 2360
A sexualidade está ordenada para o amor conjugal entre o homem e a mulher. No casamento, a intimidade corporal dos esposos se torna um sinal e um penhor de comunhão espiritual. Entre os batizados, os vínculos do matrimônio são santificados pelo sacramento.

  • CIC: 2376
As técnicas que provocam uma dissociação do parentesco, pela intervenção de uma pessoa estranha ao casal (doação de esperma ou de óvulo, empréstimo de útero), são gravemente desonestas. Estas técnicas (inseminação e fecundação artificiais heterólogas) lesam “o direito da criança de nascer de um pai e uma mãe somente por meio de outro”.

  • CIC: 2378
O filho não é algo devido, mas um Dom. O “Dom mais excelente do matrimônio” é uma pessoa humana. O filho não pode ser considerado como um objeto de propriedade, a que conduziria o reconhecimento de um pretenso “direito ao filho”. Neste campo, somente o filho possui verdadeiros direitos: o “de ser o fruto do ato especifico do amor conjugal de seus pais, e também o direito de ser respeitado como pessoa desde o momento de sua concepção”.

  • CIC: 2368
Um aspecto particular dessa responsabilidade diz respeito à regulação da procriação. Por razões justas, os esposos podem querer espaçar os nascimentos de seus filhos. Cabe-lhes verificar que seu desejo não provém do egoísmo, mas está de acordo com a justa generosidade de uma paternidade responsável. Além disso, regularão seu comportamento segundo os critérios objetivos da moral.

A moralidade da maneira de agir, quando se trata de harmonizar o amor conjugal com a transmissão responsável da vida, não depende apenas da intenção sincera e da reta apreciação dos motivos, mas deve ser determinada segundo critérios objetivos tirados da natureza da pessoa e de seus atos, critérios esses que respeitam o sentido integral da doação mútua e da procriação humana no contexto do verdadeiro amor. Tudo isso é impossível se a virtude da castidade conjugal não for cultivada com sinceridade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário